Review: Mi Max 2

Introdução

Lançado em 2016, o Mi Max foi a investida da Xiaomi na linha de phablets, aliando um preço baixo a um hardware potente. Embora o tamanho do dispositivo não seja um grande atrativo para a maioria dos usuários, o telefone teve sua cota de sucessos. Parte disso estava na capacidade da bateria, que prometia um bom tempo de uso fora da tomada.

Um ano depois, temos o lançamento do novo dispositivo da linha Max, com atualizações bem interessantes em vista de seu modelo anterior. Com um novo sensor de câmera, processador, mais RAM e uma bateria com ainda mais capacidade, o Mi Max 2 chega para mostrar que os phablets podem sim ganhar espaço em um mercado onde a portabilidade é tudo.

Especificações principais

  • Construção

    Traseira em alumínio anodizado
    Tela com vidro 2.5D

  • Tela

    LCD IPS de 6.44″, 1920×1080 pixels
    342ppi de densidade de pixels

  • Chipset

    Qualcomm Snapdragon 625
    Octa-core (8x 2GHz Cortex-A53)
    GPU Adreno 506

  • Câmeras

    Principal:
    – 12MP f/2.2
    – PDAF
    – Gravação de vídeos em [email protected]

    Frontal:
    – 5MP f/2.0
    – Gravação de vídeos em [email protected]

  • Memórias

    RAM: 4GB
    Armazenamento: 64 ou 128GB

  • Conectividade

    Dual-SIM Híbrido
    (2xSIM ou 1xSIM + 1xMicro SD)
    Wi-Fi b/g/n
    Bluetooth 4.2, A2DP, LE
    Infravermelho
    USB-C

  • Bateria

    5300mAh, não-removível
    Suporte a QuickCharge 3.0

  • Áudio

    Alto-falante mono
    Rádio FM
    Conector 3.5mm

O que ainda falta?

  • Memórias

    Para usar o cartão SD, você terá que sacrificar um slot de cartão SIM

Embalagem e acessórios

A embalagem do Mi Max 2 segue o novo padrão da empresa, com a caixa branca minimalista.

Dentro da caixa encontramos o rotineiro kit encontrado nos dispositivos Xiaomi: o telefone em si, o Guia Rápido para a instalação do cartão SIM e informações de garantia, o pino ejetor para a bandeja do cartão SIM, o cabo USB para carregamento e sincronismo, e o carregador inteligente.

Assim como qualquer outro modelo, a Xiaomi opta por não enviar fones de ouvido em seus telefones para baratear seu custo. Não vemos nenhum acessório extra, como capas de proteção encontradas em modelos mais caros, como o Mi 6, Mi Note 2 ou Mi MIX, por exemplo.

Design

No primeiro momento, pode parecer que não tiveram muitas mudanças em um primeiro momento, e é uma meia verdade. Mas o Mi Max 2 traz algumas atualizações em seu design que são muito bem vindas. A câmera reposicionada na parte traseira, invertendo o layout antigo. As antenas, que antes eram uma parte plástica na área superior e inferior foi substituída por um modelo injetado diretamente na carcaça unibody.

Medindo 174.1 x 88.7 x 7.6mm, o Mi Max 2 é levemente maior do que o Mi Max (cerca de 1 x 0.4 x 0.1mm maior), e embora a bateria e a traseira tenham recebido um upgrade, o peso do dispositivo não sofreu uma alteração tão drástica: são 211g em comparação a 203g do modelo anterior.

Por ser um dispositivo grande, o MIUI fornece alguns recursos interessantes para facilitar o uso do dispositivo, como o Modo para uma mão. Com o modo, é possível simular um tamanho de tela menor, para que seja possível alcançar todas as áreas da tela facilmente sem perder tanto em sua usabilidade.

O leitor de digitais na parte traseira já é um plus que traz alguns benefícios: devido ao seu posicionamento, o desbloqueio pode ocorrer instantaneamente no momento em que se pega o celular. Em nossos testes, o desempenho do sensor foi excelente nos mais diversos cenários. Uma outra característica interessante é a possibilidade de se usar o leitor como um “disparador” para a câmera. Basta abrir o aplicativo e utilizar o leitor como botão para tirar fotos, tanto na câmera frontal quanto na traseira.

Na parte superior do dispositivo, encontramos a entrada de 3.5mm para fones de ouvido ou áudio externo, a porta infravermelho (que pode ser usada para controlar praticamente qualquer dispositivo que tenha um controle remoto), e o microfone para gravação de vídeos e cancelamento de ruídos. A câmera no modelo tem encaixe perfeito na carcaça, sem nenhum calombo aparente. Contrário aos modelos mais recentes da linha mi, o Mi Max 2 não possui o setup de câmera dupla, embora o sensor ainda seja de alta qualidade, utilizando um SONY IMX386 com 27mm e abertura f/2.2.

Já na parte inferior, temos apenas a saída do alto-falante mono, o microfone para chamadas (escondido junto com os furos para manter o design harmônico), os parafusos de fixação da carcaça e a porta USB-C para carregamento e sincronismo com um computador. A porta oferece suporte a USB-OTG, então é possível conectar uma infinidade de dispositivos USB, como teclados, mouses ou pendrives (utilizando um adaptador). Além do OTG, o dispositivo fornece ainda o suporte a carregamento rápido, o que promete um carregamento da bateria massiva de 5300mAh de 0 a 22% em apenas 30 minutos de carga.

Na lateral esquerda, encontramos apenas a bandeja para inserção dos cartões SIM ou cartão micro SD, dependendo de sua intenção de uso. Um ponto negativo aqui é justamente o slot híbrido, que continua a ser usado pela empresa. Isso significa que, caso você deseje ter mais memória no seu telefone sem sacrificar um dos slots de cartão SIM para isso, você precisará recorrer a métodos não convencionais para que ele funcione dessa forma. Esperamos que em outros lançamentos já incluam um slot triplo, para que seja possível utilizar os dois cartões SIM e o micro SD sem sacrificar uma parte dos recursos apresentados.

Na lateral direita, temos apenas os costumeiros botões de volume e o botão Liga/Desliga.

Na parte frontal do dispositivo temos o sensor de proximidade e luminosidade, o auricular para chamadas e a câmera frontal na parte superior. Na parte inferior temos os botões Menu/Recentes, Início e Voltar. O LED de notificações adota o novo padrão de cor única (funcionando apenas na cor branca), e está localizado ao lado da câmera frontal.

Conectividade

O Mi Max 2 possui suporte a 4G, em relação ao seu suporte a operadoras no Brasil, o dispositivo conta com redes 2G e 3G quadriband, e no 4G o suporte às bandas 1, 3, 5, 7, 8, 38, 39, 40 e 41. Ainda não há suporte para a nova frequência de 700MHz do 4G brasileiro, que opera na banda 28, mas levando em conta que o 4G que temos atualmente ainda não atingiu outros lugares além dos grandes centros pelo país, é um recurso que podemos deixar passar por enquanto sem maiores problemas..

Além da conectividade com sua operadora móvel, o Mi Max 2 conta ainda com Wi-Fi a/b/g/n/ac com suporte a MIMO, oferecendo maiores velocidades de transferência caso seu roteador tenha suporte à tecnologia, além de Wireless Display / Miracast, tornando possível espelhar a tela de seu smartphone em uma TV compatível, por exemplo, ou utilizar serviços como o AnyNet da Samsung.

Para conectividade local, o Mi Max 2 conta com um chip Bluetooth 4.2 com suporte a A2DP e LE (low energy). Ele não possui NFC, o que faz com que o dispositivo da linha Mi ainda não ofereça todos os recursos de seus irmãos lançados no último ano, mas é um recurso interessante para se adicionar futuramente levando em conta que por mais que a tecnologia BFC/RFID não seja muito utilizada, suas aplicações existentes são extremamente úteis no dia-a-dia. E com a chegada iminente do Android Pay no Brasil, sua utilização com certeza será maior.

Para os serviços de posicionamento, o GPS integrado ao Mi Max 2  conta com suporte estendido para os serviços de posicionamento da Rússia (GLONASS) e China (BeiDou), o que significa que você poderá contar sempre com o seu GPS independente de que país no mundo você esteja. Além disso, o dispositivo oferece suporte ao A-GPS, que “une” informações de localização do GPS juntamente com posicionamento através de redes Wi-Fi e sua rede móvel.

Autonomia de bateria

Com uma bateria de 5300mAh, o Mi Max 2 é o sonho de consumo para quem quer uma autonomia excelente sem sacrificar o desempenho do dispositivo. Aliado ainda ao Snapdragon 625, que possui um consumo baixo de energia, e o suporte nativo ao Quick Charge 3.0, mesmo se você precisar de uma tomada não ficará muito tempo preso à ela.

O teste básico de autonomia feito no Mi Max 2 consiste em uma utilização regular do dispositivo, com 4G, Wi-Fi e GPS ativados, brilho no automático e nenhum modo de economia de energia ativado durante um período de 7 dias. Ao fim do ciclo, fazemos a média de tempo de duração entre os 7 dias anteriores. Os resultados foram:

Média de duração

76:18h
(de 100% a 5% de carga)

Média de tela ativa

22:03h
(calculadas no brilho automático)

O segundo teste consiste no tempo de utilização de três funções básicas do dispositivo (fazer chamadas, navegar na internet e assistir vídeos) por 1h, em uma única carga, partindo de 100% até 1% de carga restante.

Standby

102:57h

Chamadas

29:07h

Navegação

19:13h

Vídeos

21:01h

Performance & Benchmarks

Os resultados utilizados em nossos benchmarks são coletados a partir de reviews de outras fontes.
Apenas os resultados para dispositivos Xiaomi são gerados e conferidos localmente pela equipe MIUI Brasil.

O GeekBench 4 testa o desempenho de processamento do dispositivo em modo single-core e multi-core. Em nossos testes, ambos os cenários são exibidos para comparação.

O GFX Manhattan/Car scene testa o desempenho gráfico do dispositivo tanto para renderização fora da tela (offscreen) quanto para renderização na tela do dispositivo (onscreen). Em nossos testes, exibimos apenas os resultados para os testes onscreen.

O Mi Max 2 vem equipado com o Snapdragon 625, um dos mais recentes chipsets da Qualcomm em sua série 600. É um processador de baixo custo focado em telefones intermediários, entregando uma boa performance geral decente de acordo com o restante da configuração básica do hardware do dispositivo. O SoC conta com 8 núcleos Cortex-A53 rodando a 2GHz e uma GPU Adreno 506.

O processador, entretanto, é um downgrade em relação ao seu modelo anterior. O Mi Max possuía um Snapdragon 650, que incluía dois núcleos A72 e uma GPU 50% mais rápida com o Adreno 510. A escolha pela mudança de processador aqui provavelmente seja para maximizar ainda mais a duração da nova bateria, já que seria a única explicação realmente plausível.

GeekBench 4 (single-core)

Xiaomi Redmi Note 4 (Mediatek)
1547
Sony Xperia XA1 Ultra
862
Xiaomi Redmi Note 4X (SD)
832
Xiaomi Mi Max 2
799
Xiaomi
0
Redmi Note 4 (Mediatek)
Sony
0
Xperia XA1 Ultra
Xiaomi
0
Redmi Note 4X (SD)
Xiaomi
0
Mi Max 2

No processamento single-core o Redmi Note 4 leva uma grande vantagem graças ao seu processador Helio X20, com um clock relativamente maior. O Mi Max 2 teve um desempenho abaixo até de dispositivos com um processador semelhante, como é o caso do Redmi Note 4X.

GeekBench 4 (multi-core)

Xiaomi Redmi Note 4 (Mediatek)
4456
Sony Xperia XA1 Ultra
3610
Xiaomi Redmi Note 4X (SD)
3011
Xiaomi Mi Max 2
2353
Xiaomi
0
Redmi Note 4 (Mediatek)
Sony
0
Xperia XA1 Ultra
Xiaomi
0
Redmi Note 4X (SD)
Xiaomi
0
Mi Max 2

No processamento multi-core, o Snapdragon 625 ainda leva uma desvantagem maior, sendo ultrapassado até mesmo por dispositivos que possuem uma configuração considerada “inferior” ou utilizando o mesmo SoC.


GFXBench Manhattan (onscreen)

Xiaomi Redmi Note 4 (Mediatek)
9.4
Sony Xperia XA1 Ultra
6.7
Xiaomi Redmi Note 4X (SD)
6.6
Xiaomi Mi Max 2
6.4
Xiaomi
0.4
Redmi Note 4 (Mediatek)
Sony
0.7
Xperia XA1 Ultra
Xiaomi
0.6
Redmi Note 4X (SD)
Xiaomi
0.4
Mi Max 2

Nos testes onscreen, o XA1 reina soberano, enquanto o Redmi 4X e redmi 4A pegam a prata (graças à resolução baixa da tela, devemos adicionar). O lanterninha no teste desta vez é o Moto G5, que não conseguiu acompanhar os concorrentes.


AnTuTu 6

Xiaomi Redmi Note 4 (Mediatek)
85162
Sony Xperia XA1 Ultra
64983
Xiaomi Redmi Note 4X (SD)
61616
Xiaomi Mi Max 2
36110
Sony
0
Xperia XA1
Xiaomi
0
Redmi 4X
Lenovo
0
Moto G5
Xiaomi
0
Redmi 4A

No AnTuTu, mesmo que o Mi Max 2 siga com uma performance similar a dispositivos de processador igual, a diferença fica aparente entre ele e seu modelo anterior, o que pode ser considerado uma desvantagem para muitos usuários que tenham performance em mente.


Câmera

O Mi Max 2 tem um sensor de 12MP semelhante ao sensor principal do Mi 6, assim como o suporte ao OIS de 4 eixos e suporte a PDAF. O sensor é um Sony IMX386 com 27mm e abertura de f/2.2 com pixels de 1.25µm. A câmera traseira acompanha também com o costumeiro flash LED de dois tons.

Nas capturas realizadas, pudemos ver que a reprodução de cores é muito precisa, com o balanço de brancos preciso e um grande nível de detalhes, além de um nível baixo de ruído na maioria dos ambientes utilizados para a captura.

Fotos tiradas com o Mi Max 2

Afinal, vale a pena comprar?

O Mi Max 2 é um dispositivo que foca em um público muito específico de usuários e pode não atrair atenções de imediato, com seus pontos fortes e fracos evidenciados em nosso review. Um ponto positivo no modelo é sua bateria superpotente e a capacidade de utilizá-lo para as tarefas diárias sem sacrificar muita coisa. Se você está planejando um upgrade e já está em um telefone da linha anterior, considere se o upgrade realmente valerá a pena e pese os pontos positivos e negativos em relação a seu hardware, já que vimos no review que o seu processador, embora seja um modelo atualizado, é menos potente que o Snapdragon 650 encontrado na primeira versão do dispositivo. O design atualizado deixa o telefone mais agradável, e o preço encontrado no mercado também é um ótimo atrativo. Se o que você procura é um telefone de boa construção, duração de bateria e um desempenho razoável para tarefas diárias, o Mi Max 2 é uma escolha acertada.

Onde comprar

O Mi Max 2 está disponível para envio imediato em nossa parceira GearBest. Confira abaixo os links para sua compra!

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em até 12x no cartão de crédito
  • 4GB RAM
  • 64GB internos
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  • 4GB RAM
  • 128GB internos
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