Muita gente tem confundido os termos utilizados para identificar as diferentes tecnologias de dados móveis existentes no Brasil. 4G/4G+/4,5G/B28. Afinal o que são essas tecnologias e como elas afetam, na prática, a utilização de dados móveis?

Afinal de contas, o que é o 4G?

4G nada mais é do que uma sigla que define a evolução da tecnologia de comunicação de dados móveis. Considerada a principal substituta das segundas e terceiras gerações (3G e 2G), a tecnologia 4G funciona baseada no Long Term Evolution (LTE) – que compreende a Global System for Mobile Communications (GSM) e World Code Division Multiple Access (WCDMA). Atualmente, a prioridade do 4G é a utilização de dados móveis em detrimento a tecnologia de voz, e, portanto, o 4G tem como foco principal a transmissão de dados.
No Brasil, as principais bandas do 4G são: Banda 7 (2600 MHz) – Vivo, Claro, Tim e Oi; Banda 3 (1800 MHz) – Vivo, Claro, Tim e Oi; Banda 28 (700 APT MHz) – Vivo, Claro e Tim.

Com o uso cada vez maior de dados móveis, o foco do desenvolvimento das tecnologias de comunicação é feito sobre a transmissão de dados. Fonte da Imagem: Qualcomm.

O que é 4G+?

O 4G+ nada mais é do que um avanço do 4G que conhecemos, pois se conecta a mais de uma frequência ou faixa de espectro. Basicamente, o aparelho que é compatível com essa tecnologia consegue usar duas bandas de acordo com a cobertura do local, ou seja, você não fica limitado a uma única faixa de dados. Exemplo, você pode estar conectado no 700MHz, e ser migrado automaticamente para as faixas 2.600 MHz ou 1.800 MHz. É a chamada agregação de banda, que tem como objetivo primário utilizar mais de um canal ou faixa de dados simultâneas, para assim melhorar a velocidade da internet.

O LTE-Advanced também é capaz e migrar o usuário para múltiplas faixas 3G e 2G, além do 4G. Se a transmissão combinar não só duas faixas de frequência, mas três ao mesmo tempo, estamos falando do 4.5G.

Explicando o funcionamento da agregação de bandas

O que é 4,5G?

Mais restrita que o 4G, o 4,5G é uma versão melhorada do 4G+. Denominada LTE-Advanced-Pro, essa tecnologia permite que o celular consiga receber e enviar mais dados, utilizar mais antenas (até quatro simultaneamente) e atingir maiores velocidades de upload e download.

A agregação de mais antenas e um esquema de modulação mais amplo permitem que o 4,5G atinja velocidades até 10x mais rápidas que o 4G convencional. Apenas a Claro e a Vivo oferecem o serviço em pouco mais de 300 cidades no total, com velocidades que atingem no mínimo 250 Mbps. Para isso, o celular precisa ser compatível com a tecnologia MIMO 4×4 (em geral presentes em flagships e intermediários premium). Segundo a Qualcomm, essa tecnologia engloba três itens:

Explicando o 4,5G, ou 4×4 MIMO de dados móveis.
  • Agregação de portadora: Utiliza-se de três frequências simultâneas para alcançar modulações na faixa dos 30MHz do espectro
  • MIMO 4×4: a Multiple Input Multiple Output é uma tecnologia que permite acesso simultâneo a 4 antenas de recepção da operadora 
  • Modulação 256QAM: Mais eficiente, essa modulação permite uma maior eficiência de transmissão de dados no espectro

O que diz a Anatel?

Para a Anatel, as nomenclaturas 4,5G e 4G+ não passam de estratégias de marketing das operadoras, visto que ambas as tecnologias não são formalmente reconhecidas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) ou por organismos internacionais de padronização, como ocorre com o Wi-Fi e sua rigorosa regulamentação pela Wi-Fi Alliance.

Esses nomes são usados pelas operadoras como forma de sinalizar para seus clientes “leigos” que está havendo alguma mudança em sua rede, melhorias, para que o mesmo possa ter acesso a novas velocidades. Na prática, não existe portanto, regulamentação legal sobre quais velocidades mínimas cada uma dessas tecnologias devem atingir.

E a tal banda 28, como entra na história?

Com o boom das importações de aparelhos chineses, muitas pessoas tem procurado adquirir versões com a chamada B28. Mas afinal, o que é essa banda e como ela influencia nas tecnologias acima mencionadas?

Primeiro, temos que entender o que é a Banda 28: A evolução da TV digital e o consequente desligamento do sinal analógico liberou uma faixa de transmissão específica (700 MHz) para a utilização do 4G no Brasil. Por possuir menor frequência, essa banda permite a transposição de obstáculos com mais facilidade, viabilizando uma recepção melhor em ambientes internos, como casas, edifícios e afins. Essa característica é excelente, já que permite um maior alcance do sinal de dados. Como ponto negativo porém, o baixo suporte a conexões simultâneas. Um sinal oriundo da frequência 700Mhz é exaurido rapidamente em locais com múltiplos acessos simultâneos. Se mal dimensionado, tal característica pode prejudicar a velocidade e até mesmo a estabilidade da conexão.
A transição porém, é inevitável. Desde a finalização da primeira etapa de desligamento do sinal analógico, no início do ano, cada vez mais locais e cidades terão esta frequência livre para uso por parte das operadoras e, por consequência disso, a maior disponibilidade de redes operando nesta frequência do espectro.

Operadoras terão que adequar a banda 28 a realidade do país. Número de conexões simultâneas ainda é problema, sobretudo nas grandes cidades.


Se você possui um aparelho sem a capacidade de recepção dessa frequência, não se preocupe: As bandas existentes do 4G não serão desligadas ou substituídas. A Banda 28 vem complementar a cobertura nas regiões que as frequências já existentes não conseguem atingir. Além disso, as operadoras tem um logo caminho a se percorrer já que a relação número de usuários conectados x a capacidade de conexão ainda não é algo tão consolidado. Resta saber se a banda 28 representará de fato um avanço na popularização do 4G.
Lembrando que Claro, Tim e Vivo tem direito de exploração sobre a frequência. A OI não adquiriu direitos de operação sobre ela e, portanto, continuará operando somente com as bandas 3 e 7.

Dicas importantes

Quer saber se seu aparelho suporta as bandas disponíveis do 4G? Acesse o site WillMyPhone Work.
Antes de questionar sobre 4G, 4G+ e afins, verifique a cobertura 4G e as frequências disponíveis na sua região através dos sites das operadoras: Claro, Tim, Oi, Vivo.

E você, deixaria de comprar um telefone por não ter a Banda 28?
As novas velocidades na transmissão de dados móveis fazem muita diferença no uso diário? Abaixo, segue uma lista com os dispositivos Xiaomi que tem suporte a esta frequência.

Celulares Xiaomi com a Banda B28 do 4G
Linha Redmi
Redmi Note 5 (Versão Global Modelo M1803E7SH)
Redmi Note 6 Pro (Versão Global)
Redmi Note 7 (Versão Global – ID/VN/PL/MY)

Linha Mi
Xiaomi Mi 9 (Versão Global)
Xiaomi Mi 9 SE (Versão Global)

Xiaomi Mi 9 Lite (Versão Global)
Xiaomi Mi 9T (Versão Global)
Xiaomi Mi 8 Lite (Versão Global)
Xiaomi Mi A3 (Versão Global)

Linha Mix
Xiaomi Mi Mix 2 (Versão Global)
Xiaomi Mi Mix 2S (Versão Global)
Xiaomi Mi Mix 3 (Versão Global)

Linha Note
Xiaomi Redmi Note 2 (Global)



Linha Mix
Xiaomi Mi Mix 2 (Versão Global)
Xiaomi Mi Mix 2S (Versão Global)
Xiaomi Mi Mix 3 (Versão Global)

Linha Note
Xiaomi Redmi Note 2 (Global)


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