O MIUI foi o primeiro real produto da Xiaomi. Seguindo os ideais da empresa, o sistema foi construído sempre com o usuário em mente, implementando novas funcionalidades e corrigindo bugs com auxílio do constante feedback de seus usuários através dos anos. Considerado por muitos como um “sistema vivo” devido ao ritmo acelerado de atualizações, o sistema já passou por cerca de 410 versões públicas. No entanto, isso está prestes a mudar, pelo menos para os usuários globais.

Em decisão anunciada hoje pela Xiaomi em sua comunidade oficial, as versões Beta do MIUI Global não estarão mais disponíveis para os seus usuários a partir do dia 1 de julho de 2019. Antes disso, a empresa havia feito um comunicado similar, onde limitava o lançamento de suas versões betas na China apenas para telefones com menos de 1 ano de mercado, e excluindo dispositivos da linha Redmi.

As versões do MIUI

O MIUI Global, assim como na versão chinesa, era distribuído em duas versões: Estável e Beta. Cada versão possui suas particularidades e períodos distintos de lançamento:

MIUI Estável

Indicada para todos os usuários, a versão estável tem como característica principal justamente o que o seu nome prega: estabilidade. As atualizações são mais esporádicas, espaçadas em períodos longos e irregulares de acordo com a urgência das atualizações ou modelo do dispositivo. São as únicas versões do sistema que passam pelo Google CTS, suite de compatibilidade do Google que também serve como indicador de segurança para algumas funcionalidades de aplicativos, como o pagamento por aproximação do GPay.

MIUI Beta

Indicada para usuários mais experientes que gostam de experimentar novos recursos em primeira mão, a versão Beta do sistema tem ainda dois sub-conjuntos: a Beta pública, lançada semanalmente e disponível para todos os usuários, e a Beta fechada, limitada a grupos pequenos de usuários selecionados. Em ambos os casos, o foco da versão Beta é a análise de erros reportados por usuários e o teste extenso de novas funcionalidades antes que sejam implementadas na versão Estável. Devido a velocidade dos lançamentos desta versão, as ROMs Beta não passam pelo Google CTS, fazendo com que algumas funcionalidades de aplicativos não estejam disponíveis.

O que diz a Xiaomi

A decisão da empresa em encerrar o programa para a ROM Global é relativamente simples: como a maioria dos lançamentos da versão Beta são relativamente estáveis, poucos usuários davam feedback sobre problemas encontrados nessas versões. Além disso, com o crescente portfólio de dispositivos sendo lançados pela empresa em diferentes mercados e com diferentes exigências governamentais, eles desejam focar em fornecer uma experiência de uso estável para seus usuários. Ao reduzir a carga de trabalho do time do MIUI, a empresa espera ainda que as atualizações estáveis sejam menos espaçadas para que novas funcionalidades sejam sempre entregues com uma frequência aceitável.

O que muda?

Para o usuário comum é bem provável que esta notícia não tenha nenhum impacto, já que nada muda na versão Estável. A sua base de usuários da versão Beta, no entanto, terá que se contentar com as atualizações menos frequentes, ou recorrer a versões personalizadas do Android, já que a Xiaomi continua a disponibilizar – mesmo que tardiamente – o código-fonte do kernel de seus dispositivos.

Algumas Custom ROMs que usavam a base Global (como era o caso da MIUI.AM e atual MIUI Brasil) deverão ser descontinuadas, migradas para desenvolvimento na versão estável ou até mesmo passarem a usar novamente a versão Chinesa, se esta mantiver o lançamento de suas versões Beta.

E aí, o que você acha da decisão da Xiaomi? Deixe sua opinião em nossos comentários 😉


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